quinta-feira, 19 de maio de 2011

Esposa de Shaolin diz que ele sairá da UTI após resultados de exames

         Até o fim desta tarde ainda havia a dúvida se realmente Shaolin teria saído da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital das Clinicas em São Paulo, onde ele está internado a quatro meses, depois do acidente que sofreu no início deste ano. A assessoria do hospital já reafirmou em nota a imprensa que o humorista haveria sido transferido para uma Unidade de Internação desde segunda, dia 16. Porém a esposa do humorista, Laudiceia Veloso disse que devia haver um "engano" por parte da assessoria do hospital ao dar esta informação, e que ele seria transferidos após o resultado dos exames. "Os médicos são muito cautelosos, por isso estão fazendo todos os exames para terem certeza de que ele poderá ir para um quarto", informa Laudiceia pelo twitter.
       Segundo Alessandro Bonfim, assessor de imprensa de humorista, os resultados do exame sairiam hoje as 18 horas, e depois destes resultados ele seria transferido para um quarto. O estado de Shaolin ainda é grave, mas está clinicamente estável, apesar de ainda está em coma. Porém ele "parou de respirar com ajuda de aparelhos, o que representa uma evolução em seu quadro", disse o assessor de imprensa. Amanhã os filhos do humorista estarão viajando para São Paulo para acompanhar a evolução do pai de perto.
     O acidente aconteceu no dia 18 de janeiro, Shaolin trafegava pela BR 320, sentido São José da Mata, no KM-163, quando um caminhão que vinha em direção contraria invadiu a contra-mão e colidiu com o carro do humorista. Ele sofreu traumatismo craniano grave, contusão no tórax e lesão significativa no ombro e braço direito, com perda de substancia óssea.
    Na semana passada, o motorista do caminhão, Jobson Clemente, 23 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Campina Grande, por omissão de socorro, evasão do local do acidente e lesão corporal culposa.


   Esperamos ainda ver Shaolin voltar com toda sua alegria para numa piada poder nos fazer rir  com deste fato doloroso!!


FORÇA SHAOLIN!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Foco de dengue apavora moradores do Ligeiro

           Foi um alívio para o policial Militar Rogério Barbosa da Silva ver sua filha
de três anos receber alta do Hospital Regional depois de ficar internada por cinco
 dias com suspeita de dengue. A pequena Maria Eduarda começou a apresentar
os sintomas a cerca de uma semana, e segundo seu pai, o local onde moram,
Conjunto IPEP no bairro do Ligeiro, está num estado de calamidade.
        A questão é que há muitos focos de dengue no bairro. Muitas pessoas já
 foram infectadas, e os moradores protestam que há muita lama, lixo aberto e
terrenos abandonados e que ainda mais com essas chuvas, são propícios para
 infestação da dengue."Estamos apavorados!",diz o Policial.
         O próprio Policial procurou entrar em contato com a Vigilância de
Epidemiologia, e chegou até a agendar uma visita, porém no dia que compareceram
 no local, o policianão estava em casa,pois acompava sua filha no hospital,
 então os agentes foram embora sem fazer nenhuma vistoria no local. Depois
ligaram pra vigilância, mas o telefoneninguém atende. "Fomos abandonados
 pelo Estado!", reivindica a população.
         Segundo o informe epidemiológico do Secretaria e Saúde do Município,
 foramregistrados 230 casos suspeitos de dengue em Campina Grande, do início
 do ano até o ultimo dia 15 de maio. E desses, 97 foram confirmados, com uma
 morte por dengue hemorrágica no início do ano, 63 suspeitas foram descartadas
 e outras 61 esperam aindao resultado. A maioria das vítimas estão entre as 20
e 64 anos de idade, e os bairros mais atingidos foram: Jardim Verdejante, Ligeiro,
 Bodocongó, Malvinas, Centro e Santo Antônio.

Não custa nada tomar as precauções contra a dengue, né?! =O



"No Cafofo do Osama"

    Osama Bin Laden foi pego em seu "cafofo" no Paquistão por agentes
 norte-americanos, e os Estados Unidos celebram a morte do terrorista.
           Ninício da madrugrada desta segunda-feira, 2 de maio de 2011,
 o presidente dos Estadios Unidos, Barack Obama, entrou ao vivo para todo o mundo
 para anunciar a morte de Osama Bin Laden. Segundo o presidente norte-americano,
 o lider da Al'Qaeda foi encontrado numa cidade perto da capital do Paquistão por
agentes americanos. Segundo informações, o corpo do terrorista foi jogado ao mar.
          Os norte-americanos, e pessoas de todo o mundo comemoram a morte
d eBin Laden. Este terrorista que foi o responsáveis pelo atentado de 11 de Setembro
 de 2001 e fez mais de três mil vítimas nos Estados Unidos, depois de dez anos sendo
 o homem mais procurado do mundo, finalmente foi pego. E agora o mundo sente um
gostinho de justiça e (ou) vingança contra o terrorismo.
           Porém, há um alerta aos Estados Unidos e seus aliados para o risco de
 novos atentados em retaliação da Al'Qaeda, pela morte de seu lider. E a pesar não
 termos visto nenhuma imagem oficial do corpo do terrorista morto (apenas imagens
 montadas circulam na internet), isto é fato: acabou a perseguição por um dos
 maiores terrorista da História.
                                                                        ...

             " O engraçado disso tudo é que parece que o programa humorístico Casseta
e Planeta parecia já saber e dar dicas de como ou onde encontrá-lo. Pois, assim como
 no seu quadro "No Cafofo do Osama", Bin Laden foi encontrado em seu "Cafofo", em
 meio a uma favela de uma cidade perto da capital do paquistão. Era um esconderijo
aos olhos de todos, e o presidente Obama, como sempre, acaba se dando bem...
 ironias da vida! (risos)"

segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Quando o navio finalmente alcançar a terra
E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão
Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu não disse ainda não
Coisas do coração!
Coisas do coração!
Quando a gente se tornar rima perfeita
E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz
Famintos um do outro como canibais
Paixão e nada mais!
Paixão e nada mais!
Somos a resposta exata do que a gente perguntou
Entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração!
Coisas do coração!
Coisas do coração!"


(Coisas do coração, Raul Seixas. Por Max. Pra mim!)

sábado, 16 de abril de 2011

JORNALISMO !?!!!?

Vim aqui informalmente pra reclamar!!!!

Quero reclamar desse excesso de cultura inútil que todo dia somos forçados a engolir e frisar como essencial pras nossas vidas...
... éh!!! tô falando do Jornalismo mesmo!!
Um dia desses Meu Amor me questionou "... por que não existe um jornal de boas notícias?", e eu me peguei numa questão muito intrigante...
... é verdade...
... pode ver! o que você lê, escuta, assiste, se interessa, é só tragédia, violências, absurdos, desumanidades...
e principalmente coisas que nada têm haver com sua vida!!!
Eu sei que é bizarro com o que aconteceu com as crianças de Realengo, pior ainda no Japão, mas ficar remoendo isso é só insistir numa coisa que não nos leva a nada! Não muda em nada nossa realidade...
(e de certa forma nos torna seres humanos mais estressados! =/ )
...
Néh não??
Por que no jornal não passa uma reportagem sobre algo que realmente nos interesse?
Como avanços na medicina,
acesso à tecnologia...
cultura local... (as vezes é difícil de saber o que tá acontecendo em sua própria cidade!)
curiosidades.....
aposto que esses temas, entre tantos outros, são bem mais saudáveis às nossas mentes!
....
Engraçado, que desde nova eu vejo todo mundo abrindo jornais e revistas pra ler aquelas matérias chatas sobre política (e corrupções), violência, crimes, tragédias, etc.... eu sempre tive em minhas mãos uma Revista Veja, mas só conseguia ler o Veja Essa e a Coluna de Millôr (e até ele de vez em quando, lá na Veja, ele me parece chato!)... e misteriosamente vim estudar Jornalismo!
...
Enfim... eu peguei ar com esse negócio, bicho!
Vou botar em prática os meus estudos, mas quero fazer isso da melhor forma possível!
Não quero ficar correndo atrás das más noticias, nem ficar me estressando com o que não tem haver com minha vida!
Tah na hora de rever os conceitos sobre o que realmente é JORNALISMO, e pra que realmente serve...
=)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ter um filho

"..ter um Filho é uma dádiva divina, é um presente de Deus, o maior desafio da Vida.... é a Magia de ser Mãe.."

Ter um filho....
ter um filho é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma mulher...
a gente cresce ou envelhece uns nove anos em nove meses,
a gente aprende a enxergar o mundo,
a gente vive a vida mais em paz,
a gente percebe que a vida é muito mais que certas besteiradas que existem por aí...
...
ter um filho é uma dádiva divina,
é literalmente um presente que Deus nos dá,
é a maior prova que Deus existe, e que está dentro de cada um de nós,
é o maior exemplo de amor incondicional,
é natural e instintivo como a cada dia aprendemos a cuidar dele,
é deixar de se preocupar com nós mesmas de vez em quando,
é cósmico e inexplicável,
é a magia de ser Mãe,
...
ter um filho é um "sonho que se sonha junto" (realidade),
o sonho que se tem com o ser amado,
a realidade que nem se imagina como será, e acontece,
o maior desafio que podemos ter em nossa existência,
a mais pura e verdadeira felicidade,
o ciclo natural da vida,
...
Eu tenho um filho...
um filho maravilhoso,
um garoto que acaba de completar um ano,
um "cabrinha véi" que a cada dia me ensina mais e mais,
um menino lindo! (né porque é meu não, mas ele é muito lindo mesmo!)
um pedacinho de mim que tem vida e consciência própria.
Dono de um olhar fascinaste, de uma esperteza incrível, de um amor inexplicável.

... e me desculpem as mulheres que não têm filhos,
 mas elas estão perdendo o melhor da vida,
pode dar trabalho, pode dar uma canseira de vez em quando,
a gente fica mesmo sem dormir direito,
toma todo nosso tempo e dá uma preocupação danada,
 mas vale muito à pena, vale!!
É a coisa mais maravilhosa do mundo ver seu filho olhar pra você e sorri...
cura qualquer dor de cabeça ou canseira, ou qualquer mal,
o filho vem pra proteger e ser protegido,
amar e ser amado,
criar e ser criado,
abençoar e ser abençoado...

Meu Filho, meu Teo, meu TAO.


(esta é uma homenagem ao meu Filho, Teo, que há 1 ano e nove meses mudou minha vida!)


sexta-feira, 11 de março de 2011

O BLOCO JACARÉ DO AÇUDE VELHO

 DIÁRIO DA BORBOREMA 


"  Cultura
Edição de quinta-feira, 10 de março de 2011 
Bloco do Jacaré // Foliões curam ressaca desfilando no açude


Que relação existe entre a lenda do monstro do "Lago Ness" que existe
desde 1933 sobre uma criatura gigante que supostamente viveria na Escócia,
e o jacaré do Açude Velho em Campina Grande?
As evidências do mostro de Lago Ness são mínimas,
embora muitos acreditem que a criatura seja um dinossauro extinto.
a lenda do Jacaré do Açude Velho é real. O Jacaré existe de verdade e é
um dos atrativos do principal cartão postal da cidade.


Universitários lançam agremiação e saem na Quarta-feira de Cinzas. Foto: Nelsina Vitorino/DB/D.A press
Com a proposta tornar semelhante as duas "lendas" e ao mesmo tempo
resgatar a essência do carnaval, um grupo de estudantes universitários
 criou o bloco "Jacaré do Açude Velho". O bloco,liderado pelo estudante
de filosofia Max Kerral, pelos artistas plásticos Jorge Elô e Guilherme
Torres e pelo músico Flâvio Cândido Freire, saiu pela primeira vez na
manhã de ontem.Isso mesmo, em plena Quarta-feira de Cinzas com a cidade
nublada, tinha gente brincando carnaval na Rainha da Borborema.

Cerca de 20 pessoas, entre estudantes universitários e artistas plásticos
participaram da folia. Aintenção dos organizadores era de dá uma volta
em torno do Açude Velho chamando atenção dos campinenses na Quarta-feira
de Cinzas, mas devido a instabilidade do tempo, os integrantes do bloco
preferiram fazer a festa dentro do Centro Univesitário de Cultura e Arte (Cuca).
O arrastão pelas calçadas do Açude ficou para o próximo ano.
Por volta das 10h eles deram uma volta nas proximidades do Cuca.

Ao som das músicas de Alceu Valença e do hino oficial do bloco composto
por Flávio Cândido Freire, os foliões brincaram por toda a manhã.
O frevo reinou. "O bloco nasceu este ano com a proposta de resgatar
o carnaval. Esperamos que nos próximos anos ele cresça e se torne uma
 atração da cidade", observou Max Kerral. " (É KEHRLE!!!!!!!)

A pesar de algumas informações erradas sobre o evento, foi legal o registro!
(O Diário da Borborema fica nos devendo uma nota!)
E A TODOS QUE PARTICIPARAM MEUS PARABÉNS!!
E ATÉ ANO QUE VEM!!!!




sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ano Novo

2010 acobou, mas parecia que não queria acabar...
foi um ano cheio de acontecimentos... na vida e no mundo.
E agora começou 2011...

Todo mundo fala em "ano novo, vida nova" e essas besteradas todas de início de ano...
... mas, de verdade?

...a vida continua do mesmo jeito,
tudo continua seguindo seu curso normal,
é só mais um dia que passa e começa outro, como todo dia em nossas vidas...

O calendário recomeça a contar de janeiro, do ano seguinte,
e se cria um pensamento do "novo", "hora de recomeçar", e blablabla...
Nada disso!!!
A vida continua, poxa!!

As mudanças não começam porque o ano começou!!!
As mudanças acontecem porque a gente quer, e não importa quando seja ou como aconteçam!
MUDAR depende na nossa força de vontade, não de uma data específica...

...esse negócio todo de ano novo é invenção do capitalismo,
que criou um falso sentimento de renovação! (pro povo gastar mais, hehe)

Renovar??? basta querer...
... e não precisa esperar o ano que vem pra isso!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

CRÔNICA

VOCÊ ESQUECEU, PACHECO

                Um pouco por pressentimento, um pouco pela lembrança dos fins de semana arruinados pelo decrépto carro familiar, e definitivamente por não confiar na memória do marido, 15 dias antes do feriado da Páscoa dona Marocas já começou a advertir:
                – Pacheco, você precisa levar a Brasília para a revisão. Não vá esquecer, Pacheco. Pelo amor de deus Pacheco.
                Pacheco fazia que sim com a cabeça. Depois pressionado pela mulher, resmungava sim, sim. Finalmente encurralado no canto da sala gritava que sim, sim, sim. Iria ao mecânico. Ela podia ficar sossegada. À noite a mulher cobrava e Pacheco respondia:
                 – Não esqueci, Marocas. Não esqueci. Só não tive tempo, hoje. Mas amanhã...
                Assim se passaram duas semanas, até que, na véspera da grande descida para o litoral, Pacheco chegou do trabalho e foi logo avisando:
                 – Não precisa nem perguntar, mulher. Hoje eu fui. Fizeram uma revisão completa. O carro está um rojão.
                No dia seguinte, já umas 5 da manhã, a abnegada Brasília esta pronta pra mais uma missão histórica: descer a serra com Pacheco, Marocas e os três rechonchudos meninos, cada um – graças a Deus e aos sanduíches – na faixa dos 70, bem pesados. Ia também a tralha básica – os mantimentos, as roupas, os cobertores, os remédios, o mata-mosquitos, o mata-baratas. Além disso, é claro, havia a tranqueira maldita – nessa definição de Marocas compreendidos a bicicleta do Junior, o skate do Juca e o Patins da Jajá.
                Às cinco e um, estritamente dentro do programa, a sonolenta Brasília estremeceu toda ao ser ligada, tentou por duas vezes se fazer de desentendida e chegou a posar de morta antes de se resignar, ainda tremendo de frio, a pegar novamente o longo caminho da praia. O sol não tinha aparecido e a estrada estava deserta. Só Pacheco, Marocas, os três meninos e a corajosa Brasília , que espirrava, tossia, reclamava, mas seguia em frente. Ou pelo menos seguiu até que, depois de uma praga, um murro no painel e alguns palavrões, Pacheco a fez estacionar no acostamento. Antes de destravar a tampa d capô, abrir a porta e sair, ele ouviu:
                 – Ah não! Outra vez? Você não levou esse carro pra revisão, Pacheco. Você não levou.
                Já com o macaco e a chave de roda na mã, ele se defendeu indignado:
                 – Levei sim, mulher. Levei. O carro não tem nada. Foi só o pneu. Em vez de ficar falando bobagem, é melhor sair daí, senão não vou conseguir suspender isso nunca. Vocês também meninos. Vamos, vamos.
                Dez minutos e muita discussão depois, o pneu estava trocado e os Pachecos prontos para seguir viagem, quando do meio do mato apareceram três revolveres apontados para eles. A família não teve tempo de dizer um “a” e já a Brasília estava sumindo no escuro, com os três malandros, a tralha básica e a tranqueira maldita.
                Felizmente passou logo por ali um policial rodoviário. Muito gentil, acomodou as cinco vítimas no carro e tomou o rumo do posto. Lá eles poderiam tomar um café quente e esperar pela devolução das Brasília. Porque ele estava avisando pelo rádio as duas viaturas que já tinham entrado em serviço e ia ser questão de minutos. A não ser é claro, que os bandidos se enfiassem por uma das estradinhas ao lado da rodovia. Mal ele disse isso, Pacheco, agitado, berrou:
                – Olha lá, seu guarda. Olha lá a Brasília. É ela.
                Era mesmo a infeliz. Estava parada no acostamento, com as portas abertas. O policial jogou o farol alto sobre ela e esperou um minuto. Não havia ninguém ali. Desceram todos e foram fazer a vistoria. Era sorte demais: só faltavam os sanduíches de queijo que eles pretendiam comer no caminho.
                O guarda achou estranha aquela deserção:
                – Não entendo porque os bandidos não continuaram.
                Dona Marocas foi assaltada então pela antiga desconfiança:
                 – Pacheco, você mentiu descaradamente pra mim. Não levou o carro pra revisão, não foi?
                 – Levei sim, mulher. Levei, eu juro. O carro está ótimo. Só não lembrei de uma coisa.
                 – O que foi?
                – Esqueci de pôr gasolina.
                Graças a Deus, Pacheco, graças a Deus. 
(DREWNICK, Raul. O Estado de São Paulo – Caderno 2, 15/5/1990)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um dedo de prosa sobre Drummond



                Peço licença para escrever sobre Drummond. Não só pelo fato dele ser um dos precursores do Modernismo no Brasil, mas também por ver em suas poesias e prosas o testemunho de um momento histórico marcante. Com suas poesias vanguardistas, ele quebrou barreiras e no verso livre, denunciou e refletiu sobre a sociedade brasileira do século XX, falou sobre sua infância e sua vida, e mesmo negando seu lugar na Academia Brasileira de Letras, ele se imortalizou como um dos maiores poetas da nossa literatura. Por isso, escrever sobre Carlos Drummond de Andrade me exige, além de curiosidade e dedicação, muito respeito. E escrevo este texto com orgulho de poder fazer esta homenagem ao poeta que teve um papel tão importante para literatura brasileira.
                Nascido em Itabira do Mato Dentro (MG) em 1902, Carlos Drummond de Andrade cresceu e viveu vendo as transformações que a sociedade e o mundo passavam. Em sua pacata cidade do interior de Minas Gerais, ele era filho de fazendeiros e viu sua família apoiar a candidatura à presidência de Rui Barbosa. Ainda menino, viu o mundo entrar em Guerra, porém sempre se dedicou aos estudos e aos poucos sua veia poética começava a se revelar – em 1918, no colégio Anchieta (Nova Friburgo) ele publicou no jornal estudantil Aurora Colegial o poema “Onda”, que revelava seu futuro poético. Um ano depois ele foi expulso do Anchieta por “insubordinação mental” (seja lá o que isso significasse naquela época!). Mudou-se para Belo Horizonte, formou-se em farmácia, mas não exerceu a profissão, para “preservar a saúde dos outros”, segundo ele. Era grande admirador de Manoel Bandeira, outro ícone da modernidade brasileira, e chegou a mandar uma carta revelando sua admiração, em 1924. Um ano depois lançou com amigos escritores “A Revista”, onde publicou “No meio do Caminho” que causou grande reboliço na época da primeira fase do modernismo no Brasil. Mais tarde essa poesia fez parte de seu livro “Alguma Poesia”, considerado um dos marcos da literatura moderna. Em seus primeiros livros, Drummond transgredia os padrões clássicos, e tinha como traços marcantes a ironia e a individualidade, além do novo formato da escrita, menos formal, com o verso livre – característicos dessa primeira fase do Modernismo. Em seus textos, ele ironizava ao escrever sobre a sociedade da época e até mesmo sobre sua própria existência. Em “Confidencia do Itabirano”, que destaco: “Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede” – ele escrevia sobre suas lembranças com tom cético e melancólico, e o amor também recebia um tom irônico inicialmente – mas nunca negava tamanho deste sentimento. Amor como sentimento maior, “negar o amor é negar a própria vida” dizia ele.
                Como redator, Drummond passou pelos mais importantes jornais de Minas Gerais, e além de poesias, ele também publicava crônicas nesses jornais. Trabalhou no Ministério da Saúde e Educação e ajudou a fundar o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em pleno período da ditadura militar, ele se aliou a intelectuais esquerdistas e passou a ser editor da “Imprensa Popular” (jornal comunista de Prestes). Ao mesmo tempo em que via a Segunda Guerra explodir no mundo, entre o paradoxo das ideologias comunistas e da repressão militar ele começou a se desiludir com esse negócio todo de nazismo, fascismo, comunismo e se desencantou com partido comunista. Logo ele se afastou e também se distanciou de temáticas políticas, “Os acontecimentos me entediam.” (epígrafe de seu livro “Claro Enigma”). Nessa segunda fase do modernismo no Brasil, os textos de Drummond se demonstravam cada vez mais amadurecidos, com a fusão do modelo livre e clássico e uma linguagem com diferentes ritmos. Obras como “Sentimento do Mundo” e “Rosas do Povo”, entre outras, com temática social resultada da visão da dura realidade da época, e funcionaram como denuncias da opressão que marcou o período militar. Sua consciência do momento histórico em que vivia produzia uma indagação filosófica sobre o sentimento da vida, e pra essa pergunta ele só encontrava respostas pessimistas, como na poesia “os ombros suportam o mundo” em que ele escreve: “chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus”. Assim, o passado ressurge de forma mais afetuosa em suas poesias, como antítese para a realidade que ele estava vivendo, e então em 1968, ele publicou “Boitempo & A Falta que Ama”, colocando Itabira como lembrança de sua memória afetiva.
                Algumas de suas obras foram traduzidas em diversas línguas, e Drummond também traduziu obras de grandes autores como Molière e Garcia Lorca. E ganhou muitos prêmios no decorrer de sua carreira. Aos 80 anos, ele foi homenageado pela cidade do Rio de Janeiro com exposição comemorativa de suas obras na Biblioteca Nacional e Fundação casa Rui Barbosa, e no carnaval do ano seguinte a Estação Primeira de Mangueira também o homenageou com o samba enredo “No Reino das Palavras”. E mesmo depois de tanto tempo de carreira ele nunca parava de escrever, as obras como os livros “Novas Reunião” (poesias) e “Firewall” foram os últimos livro organizado pelo poeta. “Sou um sobrevivente”, dizia ele. E parecia que tentava fazer o que melhor sabia, até o ultimo fio de sua vida, o ultimo poema que ele escreveu (pouco antes de morrer) foi “Elegia a um tucano morto”. No ultimo ano de vida, depois de sofrer um infarto, ele viu sua filha Julieta morrer vítima de câncer, o que o fez perder o sentido de estar nesse mundo ainda, e doze dias depois da morte de sua filha, ele vem a falecer de problemas cardíacos. Ele deixou obras inéditas como “O avesso das coisas” (aforismo), “Moça deitada na grama” e “Amor Natural” (poemas eróticos que ele manteve em sigilo) – há boatos não confirmados de que esses poemas eram referentes a um caso extraconjugal que ele teve. “E assim vai-se indo a família Drummond” – comentário do poeta. E mesmo nos anos seguintes a sua morte – e até hoje – ele ainda é lembrado e homenageado por entidades como a que criou este projeto. Ou seja, Carlos Drummond de Andrade se imortalizou na história e na literatura brasileira como um dos maiores poetas de todos os tempos.
                Enfim, como ícone de do movimento Modernista no Brasil, e como grande poeta que é, Drummond está imortalizado nos ditos populares, como em “e agora, José?” e “no meio do caminho tinha uma pedra...”. Ele literalmente viveu para contar o que testemunhou de suas experiências humanas e as transformações políticas e sociais que o país enfrentou, e com esse o dom poético que nele se revelava desde cedo, ele criou obras que marcaram a literatura brasileira, transgrediu regras, e mostrou que poesia pode ser feita de diversas formas. Denunciou a injustiça e se desencantou com a “justiça comunista”, viveu, amou, e o tempo todo escreveu, até seu último momento de vida, e mesmo ao escrever que “o que você perde em viver, escrevinhando sobre a vida” – em sua crônica “Hoje não escrevo” – ele nunca pôde negar sua vocação de poeta e escritor. Assim também como nunca negou o amor pelo que sempre fez. E estudar sobre a vida e a obra de Drummond me ensinou que não importa o que somos, ou como vivemos... O mais importante é sim QUEM somos, e o que fazemos por isso. Escrever sobre Drummond é muito mais do que o ato de estudar, é adquirir mais conhecimento sobre a história e a literatura do Brasil, o que nos faz entender um pouco esse presente em que vivemos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Prosa de Drummond


Hoje não escrevo

     Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para os milhares de assuntos.
     Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, purê de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário.
     O que você perde em viver, escrevinhando sobre a vida. Não apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem você, porque com você não é possível contar. Você esperando que os outros vivam para depois comentá-los com a maior cara-de-pau (“com isenção de largo espectro”, como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divagação descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei proprietário do universo, que escolhe para o seu jantar de notícias um terremoto, uma revolução, um adultério grego - às vezes nem isso, porque no painel imenso você escolhe só um besouro em campanha para verrumar a madeira. Sim, senhor, que importância a sua: sentado aí, camisa aberta, sandálias, ar condicionado, cafezinho, dando sua opinião sobre a angústia, a revolta, o ridículo, a maluquice dos homens. Esquecido de que é um deles.
     Ah, você participa com palavras? Sua escrita - por hipótese - transforma a cara das coisas, há capítulos da História devidos à sua maneira de ajuntar substantivos, adjetivos, verbos? Mas foram os outros, crédulos, sugestionáveis, que fizeram o acontecimento. Isso de escrever O Capital é uma coisa, derrubar as estruturas, na raça, é outra. E nem sequer você escreveu O Capital. Não é todos os dias que se mete uma idéia na cabeça do próximo, por via gramatical. E a regra situa no mesmo saco escrever e abster-se. Vazio, antes e depois da operação.
     Claro, você aprovou as valentes ações dos outros, sem se dar ao incômodo de praticá-las. Desaprovou as ações nefandas, e dispensou-se de corrigir-lhe os efeitos. Assim é fácil manter a consciência limpa. Eu queria ver sua consciência faiscando de limpeza é na ação, que costuma sujar os dedos e mais alguma coisa. Ao passo que, em sua protegida pessoa, eles apenas se tisnam quando é hora de mudar a fita no carretel.
     E então vem o tédio. De Senhor dos Assuntos, passar a espectador enfastiado de espetáculo. Tantos fatos simultâneos e entrechocantes, o absurdo promovido a regra de jogo, excesso de vibração, dificuldade em abranger a cena com o simples par de olhos e uma fatigada atenção. Tudo se repete na linha do imprevisto, pois ao imprevisto sucede outro, num mecanismo de monotonia... explosiva. Na hora ingrata de escrever, como optar entre as variedades de insólito? E que dizer, que não seja invalidado pelo acontecimento de logo mais, ou de agora mesmo? Que sentir ou ruminar, se não nos concedem tempo para isso entre dois acontecimentos que desabam como meteoritos sobre a mesa? Nem sequer você pode lamentar-se pela incomodidade profissional. Não é redator de boletim político, não é comentarista internacional, colunista especializado, não precisa esgotar os temas, ver mais longe do que o comum, manter-se afiado como a boa peixeira pernambucana. Você é o marginal ameno, sem responsabilidade na instrução ou orientação do público, não há razão para aborrecer-se com os fatos e a leve obrigação de confeitá-los ou temperá-los à sua maneira. Que é isso, rapaz. Entretanto, aí está você, casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Concluiu que não há assunto, quer dizer: que não há para você, porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos, e você não sabe ir além disso, não corta de verdade a barriga da vida, não revolve os intestinos da vida, fica em sua cadeira, assuntando, assuntando...
     Então hoje não tem crônica.

(CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)

BREGA X CHIQUE

O divertido confronto entre os “bregas” e os “chiques” demonstra o choque entre cultura erudita e cultura de massa, e se reflete na conduta da sociedade.

            Sabemos que a cultura de massa é aquele que está ao alcance do “povão”, muitas vezes se mistura à cultura popular, que é baseado em crenças empíricas (experiências da própria vida) e no senso comum, se demonstra através de tradições regionais como o folclore, buscando a preservação de costumes populares de certa região. A cultura de massa, com forte influência da popular e erudita, se manifesta (do jeito que pode) na comunicação e nos diversas artes com uma identidade pessoal, cômica e muitas vezes apelativa de cada sociedade, o que causa um choque com a cultura Erudita.
            Com o caráter de superioridade, a cultura erudita se demonstra totalmente etnocêntrica – pois ela se tem como base padrão para julgamento – e vê a cultura popular apenas como apenas o folclore (preservando algumas tradições), e condena a cultura de massa, chegando ao ponto de condená-la apocalíptica. Sob influência de pensamentos Iluministas, os eruditos, “cults”, chiques ou como quer que os chamem, eles acreditam que “ter cultura é possuir conhecimento letrado das ciências.” (visão Iluminista Moderna), e deram um tom bem pejorativo ao termo “brega” . Mas se ser brega não é legal,então por que vende tanto? Por que todo mundo quer ser pop? (menos os cults, claro!).
            A cultura de industrial, correspondendo à vontade do mercado capitalista (que é sustentado pela grande massa e uma pequena parcela de eruditos), usou essa necessidade do povo de ter sua identidade a seu favor. Inspirados em movimentos revolucionários como os hippies, e misturando a uma irônica imitação da forma chique de ser, o povo vai a cada dia aderindo o brega como uma forma de se expressar diante a sociedade e contra o menosprezo que sofre dela. Assim o “produto do ridículo”, como é considerado pelos eruditos, movimenta o capital e traz benefícios materiais e morais pra sociedade , que no caso do nosso país, tudo de um “jeitinho bem brasileiro”!
            Através dessa metáfora da sociedade chique, a cultura de massa demonstra como seria se os papeis fossem invertidos, trazendo um tom descontraído para a questão da realidade da sociedade brasileira. Com ambiciosos exageros e canastrisses da etiqueta, as massas encontram na imitação uma capacidade de superação, demonstram seu protesto contra o preconceito e a descriminação, característicos do etnocêntrico pensamento erudito.
            Esse divertido conflito entre brega e chique causado pelo choque entre as culturas de massa e erudita traz benefícios a sociedade no setor capitalista, que lhe é atribuído o trabalho de atender as necessidades básicas tanto da massa como dos eruditos, valorizando a cultura popular e em certas vezes homogeneizando e de outras vezes causando conflitos entre as múltiplas culturas da sociedade. Ser brega ou chique, heis a questão... a Monaliza é pop?

FILOSOFIA



            Filosofia, palavra de origem grega (Philo= amor, Sofia= sabedoria), que significa o amor (busca) pela sabedoria. Ela é “como se fosse uma arvore onde as raízes são a metafísica, o tronco é a física e os ramos são todas as outras ciências que se reduzem a 3 principais: medicina, mecânica e moral”, (DESCARTES, Princípios da filosofia).
             A fiosofia se faz de por discursos e raciocínios que designam idéias gerais, noções que tendem a uma verdade necessária e universal. Em uma visão aristotélica, a filosofia é como uma “poesia ao contrario”, ou como dirá Montaign “é a poesia perfeita”, pois atinge o real apenas pelo abstrato e universal.
            Ela não pode ser definida como um criador de conceitos, pois pode-se criar coneitos sem filosofar. Este ato apenas faz parte do trabalho filosófico, tudo é incerto. Ela não é um saber a mais, é uma reflexão dos saberes e seus limites. Filosofar é pensar mais longe do que se sabe ou pode saber, é questionar, é buscar o próprio pensamento.
            Em sumo, a filosofia é uma pratica teórica discursiva, ravoavel  abstrata, conceituável e não-cientifica que submete à razão e visa pensar, refletir e questinar tudo aquilo que sabemos ou ignoramos. E tem como foco o Todo e o Homem.
...

            A filosofia é a busca pela sabedoria. Ela é um exercício de reflexão do homem sobre si mesmo e sobre a realidade, e visa mai tranqüilidade para a vida dos seres humanos.
            A filosofia se faz por meio do dialogo, onde por meio de palavras, as pessoas podem refletir, questionar e compreender melhor uma realidade. A filosofia está relacionada a criação de conceitos e teses que explicam verdades necessárias e universais.
            E através dela que o homem compreende que é um ser biológico e sociável. E é ela quem nos responde as questões da vida. Com isso, a filosofia se demonstra como atividade racional e importante para a vida humana.
            A filosofia não pode mudar o mundo, mas pode criar pensamentos que possam levar a essas mudanças. Seu objetivo é fazer do homem um ser dotado de pensamento livre e poder proporcioná-lo uma vida mais tranqüila e feliz.

As primeiras madrugadas de mãe


                Ser mãe é um barato, mas também dá um trabalho... E realmente o que todo mundo diz que “depois que você tem um filho, nunca mais vai dormir uma noite de sono sossegada” é verdade. Mesmo que você durma feito pedra, há uma espécie de instinto que deixa uma parte do seu cérebro ligado, e qualquer “uen” que seu filho dá você acorda. E comigo não é diferente, como foi o caso...
                Pois é, madrugada de sábado pra domingo, quase 4h da manhã, enquanto eu sonhava na minha cama, ao lado no berço meu filho começava a se espreguiçar, quando de repente ele solta aquele pum que parece um adulto preso há uma semana, ai começa: “Eh... Eh... ehn... Uennnn...” e eu acordo azoada. Ligo a luz e ele ta lá com aquela cara que não tá gostando, e com toda paciência do mundo vou procurar o motivo: fome não é, nem frio nem calor, nem dor... Ah, é a frauda suja! – e meu filho é abusado, não gosta de ficar sujo não, qualquer coisinha abre logo o berreiro e não pára enquanto não for trocado.
                E lá vou eu trocar: tirei a frauda suja, limpei direitinho, e durante o processo ainda tenho que ficar fazendo gracinha: “meu cocozinho chocante!”, “meu menininho lindo!” – tem que fazer festa né ( não sei por que a gente insiste em falar feito menino pequeno pra tentar se comunicar com eles, mas parece que eles gostam...). Aí quando termino de colocar a frauda e deixo bem bonitinho pra voltar a dormir ele se espreguiça e se espreme de novo e pronto: outro “pum premiado” daquele. Eu fico um pouco indignada, mas quando olho pra ele, ele ta dando aquele sorrisinho banguelo que faz qualquer um se derreter. Fazer o quê, né?! Paciência... Lá vou eu trocar de novo. E no meio do processo ele se espreme de novo e solta um tiro que parece o que Bin Laden queria dar a Bush no 11 de setembro! Melou tudo: ele, a roupinha dele, meu braço, minha roupa, o lençol da cama, a grade do berço, o lençol do berço, tudo... foi uma cagança geral!
                 – ...mas que merda! – pensei, literalmente. E por onde começar a limpar? E lá fui eu: tive que limpar ele, depois dar um banho nele (é, que só lencinho umedecido e algodão com água não resolvia, o estrago foi grande mesmo). Depois fui limpar o berço, trocar o lençol do berço, acordar o marido pra trocar o lençol da cama e enfim poder tomar um banho também. E depois de toda essa maratona, ainda vou dar de mamar para ele ir dormir tranqüilo, e não adianta, por mais que pareça um saco, não há chateação nem raiva, mas sim uma sensação de dever cumprido, e um alívio misturado com orgulho quando eu o vejo pegando no sono de mansinho e esboçando aquele sorrisinho lindo até adormecer. Nesse meio tempo eu já perdi o sono, o dia começa a amanhecer... éh, só me resta lamber minha cria e admirar... e esperar que mais um dia comece...
                Vida de mãe não é fácil, mas vale à pena... E só de pensar que a gente cuida tanto e depois que cresce manda a gente se... bem, mas mãe serve pra isso mesmo. É nosso dever cuidar, educar, amar, proteger e preparar pro mundo e esperar que cresça e se torne uma pessoa feliz e saudável. E enquanto der trabalho, tudo bem, filho só não pode trazer decepção, e para isso, eu sei que o exemplo parte de mim que sou mãe.
(crônica baseada em fatos reais, por TASMARIA)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Paixão não é caso de emergência?

Como assim???
Claro que a paixão é um caso de emergência!
Afinal quando estamos apaixonados, o caso é tão sério que podemos até acabar no hospital.... é sério!!! Quando a gente tá apaixonado, a gente não come direito (a não ser que o amado esteja por perto), não pensa direito, não faz nada direito... fica com a mente voando em um mundo completamente à parte do mundo real... parece doença!
Mas se for doença, então é uma doença boa... é uma sensação maravilhosa, estar apaixonado, olhar nos olhos e ficar horas sem dizer nada... só sentir e sentir...
É como se tivesse pego uma doença muito forte, com sintomas devastadores, capazes de descontrolar o corpo, a mente e até a alma (tem gente que até diz que “fulano tá doente do espírito” quando tá apaixonado). E o único remédio é a presença do ser amado... não adianta chocolate, sorvete, um belo filme no cinema, nem alguma coisa que distraia a mente... só mesmo quando estão juntos, agarrados, se vendo, sentindo seus cheiros é que a gente se sente bem... feliz...
E é quase como uma droga também... você, de repente, se vê num vício doido, de fazer de tudo pra conseguir ficar do lado. E se não tem por perto, cai numa crise de abstinência pior do que qualquer porra química ou natural que haja no mundo... tem gente que vai até pro hospício quando se apaixona... tem que tomar remédio controlado e tudo...
É doidêra, essa coisa de se apaixonar...
E ainda tem gente que diz que paixão não é caso de emergência.... rhum! =\

O que é tempo?

Taí uma boa pergunta....
Todos acham que sabem o que é o tempo, mas quem não se embola diante a essa pergunta?
Pos é... o tempo parece uma coisa tão simples. Parece ser apenas aquilo que define as horas, dias, meses, anos... mas e o que você me diz do “anos luz”? Como pode ser tão rápido uma coisa que dura mais de 1 bilhão de anos? ... é a velocidade, eu sei... mas o tempo ta sempre correndo no mesmo rítmo... como a uma aceleração zero.
Tem dias que parece que o dia não vai acabar nunca... e tem dias que passa e você nem vê! E o engraçado que quanto mais coisa se tem pra fazer, mais “curto” o tempo fica...
Um exemplo, quando a gente é criança, pra um ano passar demorava... mas hoje, parece muito rápido: um dias desses ainda estávamos em 2007 e agora já estamos2008, o carnaval já passou, páscoa... daqui a pouco é são joão, finados, natal e reveillon de novo! Uf!
E se o tempo passa tão rápido assim, por que quando estamos longe de quem se ama, ele parece tão lento? Parece que apertam o slowmotion no controle da vida e por mais que passe, ele só passa um pouquinho.... tchunf! =/
Ta vendo que não dá pra entender o tempo???
E tu? Sabes me dizer o que é o tempo?

quinta-feira, 27 de março de 2008

"Dia Chato"

Sabe quando se acorda com aquela dor de cabeça, o corpo cansado, uma preguiça maior que o mundo (parece até que está doente).
Normalmente quando se começa o dia assim, há uma sensação de que algo não vai bem (ou acredita-se que tudo não vai bem). E observa-se que está tudo errado... a insatisfação é geral, nada agrada, não há nada que se possa fazer....
Uma preguiça viciósa toma o corpo e a mente, respirar chega a doer e qualquer pensamento trás lágrimas aos olhos....
É.. esse realmente é o "Dia Chato". Todos podemos ter um dia desses. É quando dizem que acordamos "de ovo virado"... se estás vivendo isso hoje, meu bom, se prepare... e tenha bastante paciência... pois só te resta esperar que esse dia acabe logo...

... tenho vivido dias chatos.

Retiro Mental

Normalmente há religiosos que fazem o chamado "retiro espiritual". É quando se recolhem em algum canto pelo mundo (muitas vezes "no mato"), e acreditam estar descansando o espírito.
Mas, sinceramente, acredito que um espírito saudável depende de um corpo saudável, pecisamos de uma vida saudável. por isso me toquei de que se tem alguém merecendo sossego e descanso, pra ficarar saldável, esse alguém é a mente. Afinal, apenas com uma mente sana teremos um corpo saudável...
Estamos o tempo todo pensando nas coisas do cotidiano, se preocupando(ó, a palavra já diz: "pré-ocupando"), planejando, entendendo, estudando, raciocinando...
... tem hora que essa máquina inteligente, chamada mente, pode pifar. É quando parece que perdemos a noção das coisas... erramos, nos descontrolamos, nos perdemos no tempo e no espaço sem achar uma saída... o povo diz até que estamos surtando.
Por isso, te digo: se sentir que a cabeça tá pesando ou esquentando, vá descansar a mente... se limite ao ócio momentâneo, num dia. Pare de pensar, escrever, falar, agir... vá ler um livro e relaxar a mente!
Vale à pena!